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16 de junho de 2012

Presidente do Egito será eleito num país sem parlamento

Roland Bidjamov
16.06.2012, 18:28
Presidente do Egito será eleito num país sem parlamento
Foto: AFP



No Egito começou o segundo turno de eleições presidenciais. A votação será realizada durante dois dias – 16 e 17 de junho. Os preparativos para o segundo turno foram marcados por acontecimentos inéditos: dois dias antes da votação, o Supremo Tribunal Constitucional do país anulou as recentes eleições legislativas, considerou a composição da Assembleia Popular (parlamento) como ilegítima e dissolveu este órgão.

A causa formal de anulação das eleições parlamentares foi o fato de grande número de deputados, em circunscrições uninominais, terem participado das eleições em representação de partidos políticos, embora um terço de cadeiras do parlamento devesse ser ocupado por candidatos independentes. Esta decisão do Supremo Tribunal Constitucional do Egito afetou de forma especialmente dolorosa os islamitas, pois a sua aspiração insistente de ter a maioria no principal órgão legislativo do país resultou numa grande derrota.
Um outro rude golpe para os islamitas foi a decisão do Tribunal Constitucional de revogar, por ser inconstitucional, a chamada Lei dos Direitos Políticos, que determinava o isolamento dos funcionários do antigo regime e os impedia de se candidatarem.
Depois da informação sobre a dissolução do parlamento, o Supremo Conselho das Forças Armadas, que governa agora o Egito, declarou que “restabelece o seu direito de iniciativa legislativa e pretende começar a formar a comissão constitucional que irá tratar da elaboração da nova Lei Básica”.
Como é natural, as reações dos meios políticos a estas decisões do Tribunal Constitucional foram bastante heterogêneas. Os islamitas já dão a entender que as autoridades são capazes de falsificar as eleições. O candidato à presidência Mohammed Mursi prometeu que, caso esta decisão venha a ser levada adiante, o país será novamente assolado por uma revolução. A pedido do correspondente da Voz da Rússia Roland Bidjamov, o politólogo Alia al-Haliavani, redator-chefe da revista Alvan, comentou a complexa situação na qual o segundo turno das eleições presidenciais está decorrendo.
"As pessoas estão preocupadas com a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Constitucional do Egito a respeito da anulação das eleições, realizadas na base de listas de candidatos independentes ou, de acordo com a terminologia adotada no Egito, “candidatos individuais”. Portanto, o parlamento passou a ser ilegítimo e no país serão realizadas novas eleições parlamentares. Além disso, a Assembleia Constituinte, formada pelo parlamento, que deve elaborar a nova constituição do país, também se tornou ilegítima. Portanto, devemos começar todo o processo a partir do zero."
Está claro já agora que, independentemente do resultado das eleições presidenciais, a tensão e a luta política no Egito não vão diminuir. É que a aposta, feita neste jogo, é alta demais. Caso a vitória seja de Ahmed Shafiq, a Irmandade Muçulmana procurará - e nem faz segredo disso - levantar contra ele as "massas" e realizar uma segunda revolução egípcia. Se sair vitorioso o candidato Mohammed Mursi, a Irmandade Muçulmana procurará obter o máximo de vantagem desta situação. Aliás, existe também uma variante de compromisso. Ahmad Shafiq, eleito presidente, nomeia um representante da Irmandade Muçulmana primeiro-ministro de um amplo governo de coalizão, que será integrado também por forças de esquerda, nacionalistas e liberais. Neste caso, os islamitas terão uma oportunidade de restabelecer as suas posições no futuro parlamento e o país evitará mais um motim revolucionário.

2 comentários:

  1. MINHA OPINIÃO A RESPEITO DA ELEIÇÃO NO EGITO

    Coloco de início a situação do Irã, para se chegar no que está acontecendo agora no Egito.
    Outrora o Irã era um País sem confusão com qualquer País do mundo, o Xá REZA PARLEVI, governava esse País Persa a muitos anos, se não me engano era uma monarquia, nesse meio existia o Ayotalla Komeini, um adversário radical do mesmo, sendo assim obrigado a se asilar na França por conta dos desencontros politicos, um islamita radical, dedicado religiosamente a sua fé, que hoje está implantado no Irã, e com muita dificuldade de sobreviver.Quando da revolução islâmica, os EUA pediram a Xá REZA PALERVI, que deixasse o governo, para que evitasse uma mortandade profunda entre os prós e os contras, o mesmo através dos Americanos foi exilado se não me engano aos EUA ,com a entrega do poder aos militares Iranianos, o próprio EUA impediu o exercito Iraniano de revidar, e solicitou aos mesmos a entrega do poder sem muito derramamento de sangue assim, foi feito, Komeini assumiu com a promessa de governar para o povo Iraniano, mas ai foi o maior engano, começou a caça as bruxas(militares) sendo todas as maiores patentes sendo fuziladas, para que o restante do exercitto não tivesse comando de ninguem, me recordo muito bem que eles chamavam alguns militares de patentes altas ao palácio e quando os mesmos la chegavam, eram imediatamente presos e fuzilados rapidamente, era um tática adotada pelos Ayotallas, que inocentemente os militares cairam e ai não houve mais retorno, é o que vemos hoje.

    E G I T O
    O Egito a muitos anos sempre foram governados pelos militares, desde o inicio de sua independencia e com essa revolução da primavera Ãrabe, que derrubou Hosny Mubarack, passando o governo a essa junta que ai governa, criou-se o Parlamento com a Irmandade Muçulmana se não me engano sendo maioria, ja indo com muita verocidade ao pote, tentando mudar a constituição ao estilo Iraniano, e foi por isso que fecharam o parlamento para se evitar a mesma coisa que aconteceu no Irã.C O N T I N U A P R O X I M A

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  2. cOMO JA EXISTE UM PRECEDENTE OCASIONADO NO iRÃ, o que os militares do Egito resolveram fazer?Vamos continuar a eleição para Presidente do Egito, mas o eleito sendo tutelado pelos Militares desse País, que com toda certeza irão entregar o poder, mas com uma coisa certissima, o presidente eleito ja sabe que será tutelado por essa junta militar, que só se submeterá a autoridade Presidencial quando houver uma constituição nova, que garanta também a sobrevivencia dos mesmos, isso é obdecendo ao comando Presidencial em defesa da Pátria, mas tendo todos as garantias necessárias para sobreviver, sem caças as bruxas, no meu entender vão levar o Egito a ter um governo tipo a Turquia, no Egito não haverá Ayotallas, mas sim um presidente que obdeça a constituição a ser feita pelos Egípcios sem imprimir nessa nova constituição a religião islamica, portanto creio eu, que nesse País não haverá tão cedo um regime tipo do Irã, mas sim um governo para todos os cidadões em igualdade de respeito, credo, cor, raça, sem existir uma maioria absoluta como é hoje no Irã.Religião com politica jamais dará certo, haverá intrigas ao extremo, podemos esperar no Egito uma nova constituição, mas não como a do Irã, é muito dificil isso acontecer, esses militares Egípcios são determinados, irão até as ultimas consequencias para garantir os seus direitos, creio eu que jamais serão dissolvidos, como foi o exercito Iraniano, por pura ingenuidade dos mesmos, acreditaram nos clérigos e se deram mal, e é isso que o Egito quer evitar, não haverá revolução que consiga persuadi-los, querem deixar um Egito em paz, mas também com seus direitos de sobrevivencias garantidos e não dissolvidos, foi esse erro de calculo que a irmandade muçulmada quis passar e ai os mesmos retrocederam, para construir um novo caminho Egípcio moderno e em paz , acredito eu que governo religioso único jamais o Egito terá, pensamento meu, querem um governo ordeiro e em paz com todos.

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